Peritos de todo o mundo apoiam Fluimucil (N-acetilcisteína, NAC) como opção terapêutica para reduzir as exacerbações da DPOC E atrasar a progressão da doença
23 de junho de 2015 – Fluimucil (N-acetilcisteína, NAC) provou, nos últimos anos, ser de facto altamente eficaz no tratamento de uma das doenças mais graves e preocupantes para o mundo: a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica).
Devido à sua ação mucolítica, mas principalmente à sua ação antioxidante, têm vindo a ser apresentadas novas provas de que é capaz de representar, em doses elevadas, uma abordagem terapêutica muito eficaz no combate ao stress oxidativo causado pela inflamação crónica: ambos elementos principais da patogénese da DPOC. Esta doença - que segundo dados da OMS será a terceira principal causa de morte a nível mundial em 2020 – foi o tema central de uma importante reunião científica internacional organizada pela Zambon.
É um dos fármacos mais conhecidos e utilizados na Europa e em Portugal, uma ferramenta terapêutica valiosa em patologias do foro respiratório, que mantém o interesse por parte da comunidade científica.
Maurizio Castorina, CEO do grupo Zambon: "Os Investigadores trabalham incessantemente para encontrar novas oportunidades de tratamento para a maioria das moléculas que possuem uma história importante, como a NAC, e cujo mecanismo de acção conhecemos bem. A Zambon está a investir neste campo, mais precisamente na identificação de novas possibilidades terapêuticas da NAC, para doenças tais como a DPOC e doenças raras".
Stress oxidativo nos doentes com DPOC, uma das principais causas de envelhecimento celular
No estudo da patogénese da DPOC, o papel do stress oxidativo ganhou uma atenção acrescida nos últimos anos, sendo a principal causa de envelhecimento celular. O stress oxidativo reflete um desequilíbrio entre a produção e a eliminação de espécies químicas oxidantes, devido à disfunção dos mecanismos protectores antioxidantes. De forma sucinta, quando o corpo deixa de poder compensar a ação de oxidantes exógenos (por exemplo, fumo de cigarro ou poluição) e endógenos (como os subprodutos da respiração celular ou as substância produzidas durante os processos inflamatórios), desencadeiam-se alterações fisiopatológicas macroscópicas no trato respiratório. Peroxidação lípida das membranas (principal causa de envelhecimento celular), hipersecreção do muco, inativação de antiproteases e tensioativos (a origem da patogénese do enfisema), a expressão anómala de genes pró-inflamatórios e, finalmente, uma estimulação constante da cascata inflamatória, desencadeiam as consequências mais nocivas do processo oxidativo que afeta o sistema respiratório: o dano irreversível no epitélio alveolar e a modificação permanente das vias respiratórias.
Devido à complexa patogénese da DPOC, as terapias mais utilizadas hoje em dia para o tratamento da DPOC - nomeadamente broncodilatadores e corticosteroides inalados - atuam essencialmente nos sintomas da doença, sem afetar o seu mecanismo fisiopatológico, influindo ligeiramente na evolução da doença ao reduzir a frequência das exacerbações. Este resultado foi, pelo contrário, alcançado com a N-acetilcisteína (NAC), que se encontra hoje entre as moléculas mais estudadas como oportunidade terapêutica no combate à DPOC pelas suas propriedades antioxidantes e mucolíticas. "A NAC - diz o Professor Richard Dekhuijzen, do Radboud Medical Center de Nijmegen, Holanda, foi usada como terapia adicional em doentes com DPOC, não apenas para reduzir os sintomas, mas também para diminuir a frequência de exacerbações e atrasar o declínio funcional causado pela doença".
A eficácia da NAC nesta área: os resultados do amplo ensaio clínico aleatorizado, com dupla ocultação, PANTHEON (ensaio controlado por placebo sobre a eficácia e segurança da N-acetilcisteína em doses elevadas nas exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crónica), realizado em 34 hospitais chineses, com mais de mil doentes, foram publicados em 2014 na revista Lancet Respiratory Medicine, e mostram como a NAC, em doses elevadas, reduz significativamente a frequência das exacerbações, com uma elevada e diferenciada tolerabilidade que confirma o seu perfil de segurança.
Os resultados do ensaio PANTHEON foram, efectivamente, a confirmação das evidências anteriormente observadas acerca da eficácia da NAC em doentes com DPOC moderada a grave e, especialmente, sobre a capacidade do fármaco para preservar a funcionalidade das pequenas vias respiratórias. Os resultados do ensaio HIACE (doses elevadas de N-acetilcisteína em doentes com DPOC propensos a exacerbação), publicados em 2013 na revista científica "CHEST" - órgão oficial do American College of Chest Physicians - mostraram que o tratamento de um ano com elevadas doses de NAC numa amostra de doentes chineses com DPOC, reduz a taxa de exacerbações (50% menos do que na população tratada com placebo), prolonga o período de tempo sem exacerbações e aumenta as hipóteses de não experienciar qualquer exacerbação ao longo do ano, com uma melhoria, estatisticamente significativada, da função pulmonar para as pequenas vias respiratórias.
A frequência das exacerbações e a questão do “aumento” e “diminuição”
O ensaio HIACE mostra também que a NAC tem um maior efeito na redução das exacerbações em doentes com DPOC sintomática de gravidade moderada. Esta evidência sublinha a importância - já imposta devido ao padrão típico de progressão da DPOC - de administrar a NAC como terapia complementar (add-on therapy) de outros fármacos indicados para a doença, como os broncodilatadores, o principal tratamento para a DPOC. A maioria dos doentes, independentemente da gravidade da doença, é tratada com todas as três principais classes de fármacos inalados, indicados na DPOC: LABA (beta2 agonista de longa duração de ação), LAMA (antagonista muscarínico de longa duração de ação) e corticosteroides inalados (ICS). Este regime terapêutico pode ser útil para manter a doença controlada em doentes com dificuldades respiratórias, que apresentam sintomas clínicos precisos. "Em doentes com DPOC grave numa fase estável - diz o Professor Mario Cazzola, Diretor da Escola de Especialização em Doenças Respiratórias da Universidade de Roma Tor Vergata – é possível reduzir e até mesmo parar a terapia com corticosteroides inalados (ICS), mesmo que falte definir o período tempo que devemos esperar até ser possível interromper definitivamente o tratamento com ICS. De igual modo, não é claro que uma abordagem de "diminuição" seja possível para os LABA e os LAMA. Contudo, uma dose diária elevada de N-acetilcisteína (NAC) mostrou ser útil na prevenção das exacerbações da DPOC, como terapia complementar de fármacos inalados, tais como os LABA, os LAMA e os ICS. Também as diretrizes internacionais sobre a DPOC, tanto da GOLD 2015 (Iniciativa global para a doença pulmonar obstrutiva crónica) como do ACCP (American College of Chest Physicians) recomendam a administração de N-acetilcisteína (NAC) como terapia complementar eficaz, de fármacos broncodilatadores, em doentes com DPOC moderada a grave, de modo a prevenir exacerbações. Até à data, para doentes com bronquite crónica e exacerbações, mesmo sem obstrução das vias respiratórias, a NAC é o tratamento indicado. De igual modo, a NAC pode ser utilizada com evidentes benefícios clínicos na prevenção de exacerbações em doentes com DPOC, melhorando assim a sua qualidade de vida. Não existem atualmente ensaios clínicos comparativos destas diferentes estratégias farmacológicas, mas acreditamos plenamente - concluiu o Professor Cazzola - que a escolha do tratamento correto deve dar sempre prioridade aos fármacos caracterizados por um melhor perfil de segurança".
Fluimucil (N-acetilcisteína, NAC)
Indicado em Portugal como mucolítico para complementar o tratamento antibiótico de infeções respiratórias acompanhadas por hipersecreção, o Fluimucil faz 50 anos em 2015.
Foi em Vicenza, em 1906, que começou a história de uma pequena empresa farmacêutica, que mais tarde se tornou numa grande multinacional italiana, com mais de 2600 funcionários e subsidiárias em 15 países e 3 continentes (Europa, Ásia e América).
“Alguns dados apresentados neste documento podem não estar incluídos no RCM do medicamento. Pode consultar o RCM em www.infarmed.pt. Este texto destina-se a ser divulgado em publicações destinadas exclusivamente a profissionais de saúde.
Para mais informações deverá contactar o titular da autorização de introdução no mercado. Titular da AIM: Zambon – Produtos Farmacêuticos, Lda. Rua Comandante Enrique Maya, 1; 1500-192 Lisboa; Tel 217600952; 217600954; ZambonPT@zambongroup.com “
Acerca da Zambon
A Zambon é uma empresa multinacional italiana líder de produtos farmacêuticos e de química fina que ganhou uma forte reputação ao longo dos anos pelos produtos e serviços de alta qualidade que oferece. A Zambon está bem implementada em três áreas terapêuticas principais: respiratório, dor e saúde da mulher. Actualmente está fortemente empenhada na entrada na área SNC (sistema nervoso central). A Zambon produz produtos de elevada qualidade graças à gestão de toda a cadeia de produção que envolve a Zach (Zambon chemical), um parceiro privilegiado para APIs (substâncias activas), síntese personalizada e produtos genéricos. O Grupo está fortemente enfocado no tratamento de doenças respiratórias crónicas como a asma e a DPOC e na área terapêutica do SNC com o Xadago® (safinamida) para o tratamento da doença de Parkinson. A Zambon tem a sua sede em Milão e foi criada em 1906 em Vicenza. A Zambon está presente em 15 países com subsidiárias e mais de 2600 funcionários com unidades de produção em Itália, Suíça, França, China e Brasil. Os produtos da Zambon são comercializados em 73 países.
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